
Em uma das eleições mais acirradas e marcantes da história política recente do país, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) presidente da República. A vitória matemática sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por volta das 21h08, quando 97% das urnas já se encontravam apuradas em todo o território nacional e no exterior.
Naquele momento da apuração, o candidato petista alcançava 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% do adversário liberal. O resultado consolida uma virada inédita nas urnas desde a redemocratização do Brasil, considerando que Lula encerrou a votação do primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro.
Aos 81 anos de idade — marca que completará na próxima terça-feira (27) —, Lula torna-se o primeiro líder político a vencer quatro eleições presenciais diretas pelo voto popular na história do país.
Nascido em Garanhuns (PE), o ex-sindicalista ganhou projeção nacional na década de 1970 ao liderar as greves dos metalúrgicos no ABC Paulista. Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980 e conquistou seu primeiro mandato presidencial em 2002, obtendo a reeleição em 2006.
Após o término do seu segundo mandato, passou por momentos de altos e baixos na vida pessoal e política, incluindo a perda de familiares, um diagnóstico superado de câncer na laringe, a prisão por 580 dias decorrente dos processos da Operação Lava Jato — cujas condenações foram anuladas pelo STF em 2021 — e o retorno à Presidência da República na eleição de 2022.
No pleito de 2026, a campanha do petista intensificou a mobilização de rua e a articulação no ambiente digital durante a etapa decisiva, revertendo a desvantagem observada na primeira rodada de votação.
Para a gestão que se inicia em 1º de janeiro de 2027, o presidente reeleito terá pela frente um cenário desafiador no âmbito político e fiscal:
Relação com o Congresso: O Palácio do Planalto precisará negociar a governabilidade com uma bancada expressiva de oposição na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Equilíbrio fiscal: O governo terá o compromisso de gerir as contas públicas e cumprir metas orçamentárias após a ampliação e reformulação de programas sociais na reta final da campanha.
Pauta trabalhista e econômica: O novo mandato dará continuidade às medidas aprovadas no terceiro período de governo, como a regulamentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu o fim da escala 6x1 e a implementação de reformas tributárias.
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