



?Após divulgar a primeira carta, em formato de imagens, em uma rede social, Flávio divulgou uma nova carta, também em imagens, em que substituiu as frases "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder".
As declarações e a postura do senador contrariam diretamente o posicionamento oficial do Partido Liberal (PL), sua própria legenda partidária, que já reconheceu o resultado das urnas, além do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que oficializou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Ataques ao Judiciário e justificativa de saída do país
Na mensagem, Flávio afirma estar em solo norte-americano e agradece ao apoio de lideranças políticas internacionais. O parlamentar negou que sua ida ao exterior configure uma fuga das autoridades brasileiras, comparando seu deslocamento a episódios históricos de exílio político. Ele alegou sofrer "perseguição política" e acusou as instituições do país de operarem sob um "regime de exceção".
O texto traz duras críticas à atuação do Judiciário, questionando especificamente as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que autorizou a extensão do horário de votação até as 19h em municípios que registraram gargalos no transporte público ou problemas climáticos durante o domingo de pleito.
Argumentando ter havido uma "impossibilidade matemática" na apuração, Flávio defendeu o cancelamento do pleito e a cassação da chapa vitoriosa formada por Lula e Geraldo Alckmin, prometendo liderar a oposição ao governo a partir do território estadunidense.
"Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania", escreveu o senador no trecho final do documento.
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