
A Copa do Mundo de 2026 conheceu o seu primeiro finalista em grande estilo. Em uma exibição de gala e com direito a gritos de "olé" ecoando das arquibancadas, a Espanha dominou a França, venceu por 2 a 0 e garantiu a sua vaga na disputa pelo bicampeonato mundial.
Com o resultado, a seleção espanhola não apenas mantém a freguesia recente diante dos franceses, mas também iguala um recorde histórico pertencente à Itália. Do lado francês, a eliminação precoce no clássico europeu decreta de forma melancólica o fim da vitoriosa era do técnico Didier Deschamps no comando dos Bleus.
Desde os minutos iniciais, a proposta das duas equipes ficou bastante clara. A Espanha ditava o ritmo do confronto através de sua tradicional posse de bola paciente, enquanto a França apostava em transições extremamente verticais, tentando isolar Kylian Mbappé em jogadas de mano a mano contra a defesa adversária.
Apesar do equilíbrio inicial e das poucas chances claras de gol, o placar foi inaugurado aos 21 minutos após um erro crucial da retaguarda francesa. O lateral Digne tentou afastar a bola de cabeça na grande área, mas acabou falhando na pontaria e cometeu um pênalti infantil ao acertar a perna do jovem Lamine Yamal. Na cobrança, Mikel Oyarzabal bateu com extrema categoria e abriu o marcador.
Para piorar a situação francesa, o zagueiro Saliba voltou a sentir dores nas costas e precisou ser substituído por Lacroix ainda na etapa inicial. A Espanha quase ampliou o placar em uma pressão alta que terminou com Fabián Ruiz travado na hora do chute, enquanto a França só assustou em lançamento longo para Mbappé, cortado providencialmente pelo goleiro Unai Simón.
Buscando reagir e dar mais fôlego ao meio de campo, Deschamps promoveu a entrada de Koné no lugar de Rabiot, que já estava amarelado, no intervalo. Posteriormente, o jovem Doué também foi acionado no lugar de Barcola. Porém, a Espanha continuou senhora das ações e controlando o ritmo do jogo.
O gol da tranquilidade espanhola nasceu aos 12 minutos do segundo tempo. Em uma linda triangulação pelo lado direito, Pedro Porro tabelou com Dani Olmo, invadiu a área e finalizou com precisão, cara a cara com o goleiro Maignan, para ampliar a contagem.
A Fúria chegou a balançar as redes pela terceira vez logo em seguida com uma pintura de Lamine Yamal, mas o lance acabou anulado pelo assistente por impedimento na origem da jogada. Na base do desespero, a França ainda tentou furar o bloqueio defensivo em lances individuais de Dembélé, mas esbarrou em uma atuação muito segura de Unai Simón, que garantiu o placar inviolado e selou a festa espanhola.
Com a vaga assegurada, a seleção espanhola agora aguarda a definição de seu adversário de camarote na grande decisão do torneio.
Grande Final: Domingo, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Adversário da Decisão: O vencedor do clássico entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira, em Atlanta.
Disputa do Terceiro Lugar: A França jogará no sábado, às 18h (horário de Brasília), contra o perdedor da outra semifinal.