O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Lilás, mobilização nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. A data celebra o aniversário da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006 que neste ano completa duas décadas de vigência. O objetivo é informar a população sobre os tipos de violência doméstica e orientar mulheres sobre como pedir ajuda.
Os números reforçam a urgência da campanha: em 2025, foram registrados 1.568 casos de feminicídio no Brasil, alta de 4,7%. No mesmo período, cerca de 621 mil medidas protetivas foram concedidas, o equivalente a mais de 70 por hora.
Quais são os tipos de violência doméstica?
A violência doméstica vai muito além da agressão física. Ela também pode ser psicológica, sexual, moral ou patrimonial, e pode ocorrer em qualquer espaço de convivência. O agressor pode ser qualquer pessoa que mantenha relação de convívio com a vítima, inclusive outra mulher.
Quais são os sinais de alerta?
Entre os principais sinais de situações de risco estão chantagens, mentiras, ameaças, culpabilização, ciúme excessivo, controle da rotina e isolamento da vítima. Xingamentos, destruição de bens pessoais, empurrões, chutes, confinamento, lesões, ameaças com armas ou objetos e violência sexual indicam situações de maior gravidade e devem ser denunciados imediatamente.
O que fazer ao identificar a violência?
A orientação é que a mulher busque se afastar do agressor, procure apoio de pessoas de confiança e solicite medidas legais de proteção. A Medida Protetiva de Urgência é um dos principais instrumentos previstos pela Lei Maria da Penha para proteger vítimas de violência doméstica.
Denúncias e pedidos de orientação podem ser feitos pelo telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher, disponível 24 horas por dia. Em situações de emergência, acione a Polícia Militar pelo 190.
Pontos de atendimento em Natal
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