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Pesquisas com Álvaro Dias na liderança entram na mira da PF por suspeita de fraude no RN
Apesar das investigações policiais, nenhum dos dois levantamentos teve a veiculação barrada pela Justiça até o momento.
01/09/2026 20h50
Por: Radialista Jair Bala Fonte: Radialista Jair Bala RN
Sede do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, em Natal, onde tramitam as representações contra os institutos de pesquisa — Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi

A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 já soma nove pesquisas eleitorais contestadas na Justiça, mas apenas dois casos saíram da esfera administrativa e foram parar na Polícia Federal: justamente os dois levantamentos que apontavam o ex-prefeito Álvaro Dias (PL) em primeiro lugar.

A apuração criminal envolve os institutos Ipsensus e Média Inteligência em Pesquisa. Ao contrário de uma simples suspensão por falha técnica de cadastro, o Ministério Público Eleitoral e a Justiça apuram crimes como divulgação de pesquisa fraudulenta, falsidade ideológica e manobras para travar a fiscalização dos partidos.

O que a Justiça encontrou nos dados

A abertura do inquérito contra o Ipsensus decorreu de inconsistências detectadas na base de dados entregue ao TRE-RN, após cobrança de partidos adversários:

No caso da Média (contratada pelo portal O Potengi), a Procuradoria Regional Eleitoral apontou que 450 entrevistas foram registradas em 2 de julho, um dia antes de o levantamento ser formalizado no sistema da Justiça. Além disso, as coordenadas de GPS enviadas indicavam pontos a centenas de quilômetros das cidades onde as pessoas deveriam ter sido ouvidas.

Apesar das investigações policiais, nenhum dos dois levantamentos teve a veiculação barrada pela Justiça até o momento.

Multas e suspensões atingem os dois lados

Embora apenas os casos ligados a Álvaro tenham virado caso de polícia, as punições administrativas atingiram ambas as pré-campanhas:

Até o momento, ninguém foi indiciado ou condenado. A Polícia Federal segue na fase inicial de coleta de provas para determinar se houve fabricação deliberada de dados eleitorais.