Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) aprovaram a deflagração de uma greve por tempo indeterminado em todo o país. A paralisação começou nesta sexta-feira (11), com adesão de sindicatos representativos de diversos estados e regiões brasileiras. A decisão foi anunciada pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) após o encerramento das negociações sem consenso entre as partes.
A deflagração da greve ocorreu após assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10). De acordo com a Findect, o movimento paredista marca o desdobramento da Campanha Salarial, deflagrado depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) que não avançaram.
Impasse no plano de saúde e cenário econômico
O principal ponto de desacordo entre os trabalhadores e a direção da estatal envolve propostas de alterações no plano de saúde da categoria. A representação sindical afirma que buscou soluções negociadas, mas a empresa manteve posições consideradas inaceitáveis pelos funcionários. No início do movimento, a orientação declarada para unidades como a da Paraíba foi manter apenas os serviços administrativos internos em operação.
A paralisação ocorre em um momento delicado para as finanças da empresa pública. Os Correios acumulam 15 trimestres consecutivos de resultados negativos, registrando um prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre deste ano. Apesar das perdas, o desempenho no segundo trimestre mostrou uma ligeira melhora em relação aos períodos anteriores. Para tentar equilibrar o caixa, a estatal negocia a captação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com um consórcio bancário composto por instituições como Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul.
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