
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) que vai aumentar em R$ 0,38 por litro o preço de venda do diesel A para as distribuidoras. O reajuste começa a valer neste sábado (14).
Com a mudança, o valor médio do diesel A vendido pela estatal passará para R$ 3,65 por litro. Segundo a empresa, o impacto no diesel B — combustível efetivamente vendido nos postos — será de R$ 0,32 por litro, considerando a mistura obrigatória com biodiesel.
De acordo com a Petrobras, o diesel B comercializado ao consumidor é formado por 85% de diesel A e 15% de biodiesel. Por isso, o reajuste anunciado para as distribuidoras não é repassado de forma integral ao preço final nas bombas.
A participação média da Petrobras no preço do diesel B vendido nos postos passará a ser de R$ 3,10 por litro.
No mesmo contexto do reajuste, o governo federal anunciou ações para tentar reduzir o impacto da alta do combustível sobre o consumidor.
Entre as medidas está a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, válida até 31 de maio de 2026, com possibilidade de prorrogação. Em nota, a Petrobras afirmou que essa iniciativa ajuda a mitigar os efeitos do aumento no preço final.
Segundo a estatal, o pacote anunciado pelo governo tem potencial para gerar um benefício equivalente a R$ 0,70 por litro.
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou na quinta-feira (12) a adesão ao Programa da Subvenção Econômica ao Preço do Óleo Diesel.
Pelas regras divulgadas pelo governo, o auxílio poderá ser mantido até dezembro de 2026 ou até atingir o limite de R$ 10 bilhões.
Além da subvenção e da isenção de tributos, o governo também determinou novas alíquotas sobre exportações ligadas ao setor de petróleo.
As medidas incluem 12% de imposto sobre a exportação de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos e 50% sobre a exportação de óleo diesel.
A proposta é compensar a perda de arrecadação gerada pela redução dos impostos federais e pelo subsídio ao combustível.
Como foram adotadas por meio de medida provisória, as ações entram em vigor imediatamente. Para seguirem válidas, porém, precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional em até 120 dias.
Segundo o governo federal, o pacote não deve gerar prejuízo às contas públicas, já que a renúncia fiscal será compensada pela nova tributação sobre exportações.
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