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Presidência do Senado: PL define no dia 4 se lançará candidatura de Rogério Marinho

Oposição busca nome único entre o parlamentar potiguar e Tereza Cristina para enfrentar Davi Alcolumbre, que já reúne apoio de cinco bancadas na Casa.

Radialista Jair Bala
Por: Radialista Jair Bala Fonte: Radialista Jair Bala RN
29/10/2026 às 07h06
Presidência do Senado: PL define no dia 4 se lançará candidatura de Rogério Marinho
Rogério Marinho discursa na tribuna do Senado, em foto de arquivo — Foto: Edilson Rodrigues/Senado

O Partido Liberal (PL) agendou para a próxima quarta-feira, 4 de novembro, uma reunião decisiva para definir se lançará a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. O parlamentar potiguar deve anunciar o posicionamento oficial da legenda logo após o encerramento do encontro.

A movimentação nos bastidores envolve a busca da oposição por um consenso em torno de uma candidatura única. Para evitar a divisão dos votos contrários à recondução do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), lideranças do grupo negociam um acordo entre o nome de Marinho e o da senadora Tereza Cristina (PP-MS).

A estratégia dos opositores é indicar o candidato com maior apelo para dialogar e atrair parlamentares de fora da base alinhada ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Cenário de bancadas e articulação de Alcolumbre

Com a nova composição do Senado desenhada para a legislatura que se inicia em fevereiro de 2027, o PL ocupará o posto de maior bancada do Congresso, somando 29 senadores. Para conquistar a presidência do Senado em votação secreta, o candidato vitorioso precisa alcançar ao menos 41 votos do total de 81 parlamentares.

Até o momento, Davi Alcolumbre construiu acenos formais e declarações de apoio de cinco agremiações partidárias: PT, MDB, PSD, União Brasil e PP. Juntas, essas siglas representam 33 cadeiras (10 do PT, 8 do MDB, 6 do PP, 5 do União Brasil e 4 do PSD) — montante que fica a oito votos de assegurar a vitória em plenário.

Integrantes da oposição ressaltam, contudo, que o apoio das cúpulas partidárias não garante a totalidade dos votos de seus membros. Como a votação para a Mesa Diretora ocorre por voto secreto, parlamentares possuem autonomia para divergir das orientações das bancadas. A eleição oficial para a presidência do Senado está marcada para o dia 1º de fevereiro de 2027.

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