
A trajetória meteórica de Lucas Pinheiro Braathen nos Jogos Olímpicos de inverno de Milão-Cortina 2026 ganhou um capítulo de superação e frustração na manhã desta segunda-feira. Após o êxtase da conquista inédita no último sábado, o atleta brasileiro acabou sofrendo uma queda durante a primeira descida da prova de slalom, resultando em sua desclassificação imediata e encerrando as chances de uma segunda medalha para o Brasil nesta edição.
Lucas entrou na competição como um dos grandes favoritos, carregando o peso do ouro conquistado no slalom gigante. Sendo o sexto esquiador a descer, ele iniciou a prova com a agressividade técnica que lhe é característica. No entanto, em um trecho de alta velocidade da pista — sendo mais curta e técnica que a do slalom gigante —, o atleta perdeu o controle e caiu.
Conforme o comitê organizador, o impacto impediu a conclusão do percurso, o que, pelas regras da modalidade, gera a desclassificação automática.
Embora a saída de Braathen seja um golpe para as expectativas de pódio, a delegação brasileira continua representada no gelo. A prova de slalom conta com um total de 96 esquiadores, incluindo outros nomes nacionais e lusófonos:
Christian Oliveira Soevik (BRA): Será o 43º a descer.
Giovanni Ongaro (BRA): Entra na pista na 57ª posição.
Emeric Guerillot (POR): O representante português será o 66º.
Winston Tang (GBS): Representando a Guiné-Bissau, será o 92º.
Nascido em Oslo, filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas Braathen é o rosto da nova era do esporte de inverno no Brasil. Após representar a Noruega em Pequim 2022, o atleta rompeu com a federação de seu país natal em 2024, escolhendo vestir as cores verde e amarela.
A decisão foi estratégica e emocional, elevando o patamar do Brasil em um cenário mundialmente dominado por europeus e norte-americanos. Sob a bandeira brasileira, Lucas já havia acumulado pódios na Copa do Mundo de Esqui Alpino antes de consolidar seu nome na história olímpica com o ouro conquistado no último dia 14.
Mesmo sem o segundo pódio, a participação de Lucas Pinheiro Braathen em 2026 já é considerada a mais bem-sucedida de um atleta brasileiro em Jogos de inverno. Ele não apenas trouxe a primeira medalha de ouro da história para o país, mas também abriu as portas para o reconhecimento global do potencial brasileiro em esportes de neve. O foco agora se volta para os demais compatriotas, que buscam manter o Brasil em evidência no Slalom.
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